segunda-feira, 11 de julho de 2011

Éons - Os Grandes Ciclos

 É difícil para a mente compreender a eternidade – sem início, sem fim. Os porquês são discutíveis e ficam mudos quando não há ponto de partida. Se eu olhar para um círculo, uma roda, é impossível descobrir o início ou o final. Será que essa imagem pode me ajudar a entender a eternidade?
Quando vejo o mundo natural ao meu redor, observo ciclos infinitos em todos os lugares: no encher e minguar da lua, na mudança gradual das estações, na medida do tempo diante de um relógio.
Nada na natureza é uma linha reta. Por que a natureza humana seria uma exceção?

Ciclo do Drama do Mundo
O Drama do Mundo é uma história de almas humanas, sua ascensão e queda, vitória e derrota, felicidade e sofrimento, sabedoria e ignorância, liberdade e escravidão. É a peça que fala das forças do bem e do mal e dos diferentes estágios em que as almas humanas passam por cinco épocas (atos) diferentes. É a história da humanidade em sua jornada dramática através do ciclo da eternidade. É a história mais grandiosa que já foi contada... e todos nós amamos uma boa história!
Os Cinco Atos do Drama do Mundo
Primeiro Ato: A Idade de Ouro
O primeiro ato começa com uma cena do amanhecer de uma idade de ouro. Cada indivíduo manifesta a divindade da pureza, paz, felicidade, amor e verdade com completa harmonia interior. Suas ações e interações amorosas são as linhas do tecido da sociedade. São seres divinos, cujo respeito pela natureza é tal que são servidos com abundância pela terra. A vida em família é uma realização porque os relacionamentos estão baseados em honestidade e confiança mútuas. O comportamento e atitude de todos é altruísta e de partilha. A integridade da alma é expressa em sua sabedoria natural e conquista espiritual. É o paraíso.
Segundo Ato: A Idade de Prata
O segundo ato continua com uma cena na tarde, na qual está acontecendo um declínio muito gradual, sem ser notado pelos atores, que aumentaram significativamente em número. Embora ainda estejam radiantes de amor e de paz, embora a natureza ainda seja resplandecente com a cor e a beleza, o frescor original que caracterizou a manhã se foi. Os atores estão prestando mais atenção à forma e à função externas e menos às realidades interiores; as experiências dos sentidos estão deixando impressões na alma. A integridade começa a dar lugar à influência. Os recursos materiais são divididos um pouco mais parcimoniosamente para acomodar a crescente demanda. Embora não haja nenhuma negatividade nem tristeza e todos permaneçam mestres das artes da vida, a qualidade de tudo é ligeiramente menor.
Terceiro Ato: A Idade de Cobre
A mudança do segundo para o terceiro ato, quando a noite chega, é dramática. Ela é marcada por uma mudança maciça na consciência: de autoconsciência para auto-esquecimento. Esse
esquecimento do verdadeiro eu espiritual cria dualidade nas mentes dos atores. Os primeiros traços de conflito que surgem no conflito externo, ou a partir dele, aparecem na peça. Essa queda da graça da consciência de alma para a ilusão da consciência de corpo traz consigo a perda de controle.
Os seres humanos tornam-se impelidos por uma busca de poder e posses para compensar o crescente vazio interior.
Mesmo ao procurar pela verdade e iluminação perdidas, enganam-se ao acreditar que acumular posses materiais lhes trará segurança e paz à mente.

Quarto Ato: A Idade de Ferro
O quarto ato encontra o palco do mundo em total escuridão, ilusão e desespero. Houve um declínio extremo nos valores morais, éticos e espirituais. Os seres humanos estão acorrentados aos pilares das práticas e hábitos imorais.
A tristeza a intranqüilidade generalizadas tornaram-se a regra da experiência humana. O mundo é dividido em grupos, muitos dos quais enfrentam-se em jogos de poder condicionados pelo auto-interesse e conveniência. A família humana está à beira do colapso. À medida que a noite passa, a população aumenta exponencialmente, até que os recursos do planeta cheguem a seus limites.

Quinto Ato: A Idade de Diamante
O quinto ato consiste de apenas uma cena, na qual o Diretor do Drama se torna o ator principal. Ele aparece silenciosamente em um canto do palco e começa a revelar as verdades inerentes à história da vida humana: a verdade da imortalidade da alma, seu relacionamento verdadeiro e eterno com Deus e o caminho verdadeiro da elevação e realização. Essas palavras de verdade revolvem, nos atores, memórias profundas de seu passado longínquo; há um despertar. Diante da aurora, eles podem observar de novo o carrossel da vida, em sua inteireza – da divinidade à dualidade, do ouro ao ferro – cada alma fundindo-se com o ritmo eterno, em cada momento, até que se faça um círculo completo. Com amor por Deus em seus corações e com a verdade permeando seu ser de novo, os atores dançam gradualmente para fora do palco, unidos em sua visão da manhã dourada que se aproxima. A escuridão da noite vagarosamente dá lugar à claridade da aurora do novo dia. Quando fecha a cortina no quinto ato, ela se abre novamente para marcar o início do primeiro ato. A humanidade fez o círculo completo: a velha jornada da vida terminou, um novo mundo começa.
fonte: Brahma Kumaris do Brasil

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